Independentemente do mistério que envolve o verdadeiro índice de
mortes inexplicadas em Franca, para a diminuição desses
números, a única solução seria a melhora no funcionamento do Sistema de Verificação de Óbitos (SVO) da cidade. O órgão deveria executar necropsias nos casos em que os motivos dos óbitos não fossem evidentes. Mas a falta de estrutura para tanto
impede que o trabalho seja feito.
De acordo com o médico do IML (Instituto Médico Legal) de Franca, Antonio Pesce Junior, a falta dos exames que
permitem descobrir a causa mortis pode ser responsável por
estatísticas incorretas. “A quantidade exagerada de mortes sem explicação extrapola o limite do bom senso”.
A secretária do SVOI (Sistema de Verificação de Óbitos do Interior), órgão que coordena os SVOs do interior do
Estado de São Paulo, Regina Bassotelli, confirma que o sistema de Franca não cumpre nem mesmo a regra básica para regulamentação no SVOI. “Falta uma sala com os devidos equipamentos técnicos e higiênicos para se fazer as necropsias”.
Em tese, todas as mortes sem causa evidente deveriam passar por necropsias. Mas o próprio secretário de Saúde, Alexandre
Ferreira, admite que não é possível realizar os
exames. Ele explica que a Vigilância Epidemiológica tenta suprir a falta de condições de outras
formas.
Segundo Ferreira, uma equipe do órgão tem a incumbência de
investigar os motivos dos óbitos, por meio de visitas a parentes e pessoas próximas a quem morreu. Informações dessas pessoas podem levar à dedução de um diagnóstico para as mortes. Ainda assim, existe a possibilidade de incorrência em erros.
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