SVO sem estrutura é o vilão das estatísticas


| Tempo de leitura: 1 min
Independentemente do mistério que envolve o verdadeiro índice de mortes inexplicadas em Franca, para a diminuição desses números, a única solução seria a melhora no funcionamento do Sistema de Verificação de Óbitos (SVO) da cidade. O órgão deveria executar necropsias nos casos em que os motivos dos óbitos não fossem evidentes. Mas a falta de estrutura para tanto impede que o trabalho seja feito. De acordo com o médico do IML (Instituto Médico Legal) de Franca, Antonio Pesce Junior, a falta dos exames que permitem descobrir a causa mortis pode ser responsável por estatísticas incorretas. “A quantidade exagerada de mortes sem explicação extrapola o limite do bom senso”. A secretária do SVOI (Sistema de Verificação de Óbitos do Interior), órgão que coordena os SVOs do interior do Estado de São Paulo, Regina Bassotelli, confirma que o sistema de Franca não cumpre nem mesmo a regra básica para regulamentação no SVOI. “Falta uma sala com os devidos equipamentos técnicos e higiênicos para se fazer as necropsias”. Em tese, todas as mortes sem causa evidente deveriam passar por necropsias. Mas o próprio secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, admite que não é possível realizar os exames. Ele explica que a Vigilância Epidemiológica tenta suprir a falta de condições de outras formas. Segundo Ferreira, uma equipe do órgão tem a incumbência de investigar os motivos dos óbitos, por meio de visitas a parentes e pessoas próximas a quem morreu. Informações dessas pessoas podem levar à dedução de um diagnóstico para as mortes. Ainda assim, existe a possibilidade de incorrência em erros.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários