O padre Idair Perina encontrou na fé e no trabalho a melhor alternativa para tentar esquecer os momentos difíceis pelos quais passou nas mãos de assaltantes terça-feira de madrugada. Horas após o roubo, já dava prosseguimento à sua rotina diária. Nesse mesmo dia viajou para São José do Rio Preto onde rezou missa ao vivo na Rede Vida. Ontem, não foi diferente: cumpriu todos os compromissos e celebrou missa durante a noite na Igreja de São Vicente, de cuja paróquia é o responsável. “O susto ficou para trás. Já estou mandando brasa”.
O religioso falou com o Comércio momentos antes da missa de ontem e contou detalhes do roubo. “Eu já estava dormindo em meu quarto quando a Casa Paroquial foi invadida. Despertei diante dos ladrões”. Os três criminosos escondiam o rosto com camisas e bonés, o que dificultou a identificação. “Logo que fui rendido, me virei de costas e não fiquei olhando para eles. Apesar do medo, fiquei tranqüilo e não fui agredido. Estou acostumado com situações de violência, embora nunca tenha sido assaltado”. O padre já trabalhou na Pastoral Carcerária e manteve um contato próximo com presos. A Casa Paroquial em que atua foi furtada há cerca de 10 anos, mas ele não estava presente na ocasião.
Durante o roubo de terça-feira, os assaltantes levaram talões de cheque, telefones celulares e cerca de R$ 5 mil em dinheiro. “Também fiquei sem meus documentos pessoais. Peço a quem os encontrar, fazer o favor de devolver, pois estão fazendo falta”. O crime é investigado pelo 5º DP e os policiais ainda não têm a menor pista dos ladrões. “Como os criminosos não foram vistos pela vítima, o trabalho de apuração se torna mais difícil, mas estamos dedicando atenção especial ao caso”, disse o investigador Reinaldo Guimarães.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.