O furto de 15 cartões do Bolsa Família cometido por um vigia da própria agência central da CEF ocasionou revolta entre a população. Não bastasse o furto, em si, representar uma violação imperdoável do patrimônio alheio, o produto da ação, desta vez, era um dinheiro destinado a pessoas que vivem muitas vezes somente desta verba.
O desempregado Vitor Moraes, 49, disse que a falta de segurança dentro do banco evidencia a situação vivida pelas pessoas nas ruas. “Se dentro de um banco, o cara que deve garantir a integridade dos que lá estão pratica um ato desses, a gente vai confiar em quem? Acho que a Caixa acertou em demiti-lo”, referindo-se ao vigia ALSP, 30, que apoderou-se dos cartões e realizou saques de contas do Bolsa Família.
Para a dona de casa Helen Cássia da Silva, 25, a demissão saiu barato. Apesar de não receber o benefício, ela se disse revoltada . “Tirar o que é dos outros é feio em qualquer situação, dirá furtar o que pertence a pessoas menos favorecidas.
Ele merece tomar uma suspensão exemplar da Justiça e não só perder o emprego”, disse Silva. A CEF garantiu, por meio de um comunicado, que os pagamentos serão feitos e as famílias não serão prejudicadas.
Outro aspecto que causa estranheza no crime cometido pelo vigia é que o furto foi descoberto no dia 23 de outubro, por meio do sistema de monitoramento interno de TV do banco. Apesar disto, a Polícia Civil só passou a investigar o caso após denúncia do Comércio da Franca e da rádio Difusora. O delegado titular do 1º DP, Gilberto Tadeu Frajuello, deverá indiciar ALSP por furto qualificado nos próximos dias.
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