Assembléia pode decretar hoje greve dos servidores municipais


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O secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, disse não ter condições de aumentar a proposta de reajuste salarial dos servidores
O secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, disse não ter condições de aumentar a proposta de reajuste salarial dos servidores
Os servidores municipais realizarão hoje assembléia para definir se entram ou não em greve num prazo de 72 horas contadas a partir da decisão. Ontem, uma reunião entre a comissão de negociações do sindicato e a da administração municipal acertou a entrega de uma nova proposta da prefeitura aos servidores na manhã de hoje. A assembléia servirá para a apreciação da proposta da prefeitura. Caso a oferta do prefeito não agrade aos funcionários municipais, a definição de greve será votada. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores, José Nhozinho Ramos, “mediante o discutido ontem não há grandes chances de acordo. A prefeitura não aceita avançar nas reivindicações sociais relacionadas à questão financeira”. Segundo Nhozinho, se a proposta de reposição da inflação no valor de 4,13% já apresentada pela comissão de negociações da administração municipal não for melhorada, a possibilidade de greve pode ser confirmada. “Na reunião de hoje, alertei a eles que os servidores estão dispostos ao enfrentamento”. O secretário de Administração e Recursos Humanos da prefeitura, Jerônimo Sérgio Pinto, adiantou ao Comércio da Franca, na noite de ontem, que não deve haver nenhum avanço na proposta financeira já apresentada pela prefeitura. “Não temos condições de pagar os 11,38% de perdas salariais que os servidores reivindicam”. Jerônimo, “como servidor”, não crê na possibilidade de greve, mas afirma que os servidores podem decretá-la. “Greve é direito e direito nós não questionamos, embora não acreditemos que haja motivos para tanto”. Ele afirmou que, caso os servidores optem por cruzar os braços, a prefeitura tomará as medidas cabíveis. “Se necessário, deveremos acionar a Justiça para julgar legalidade da greve”. Neste caso, se o movimento for considerado ilegal, os dias sem atividade dos servidores poderão ser descontados do pagamento.

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