Segundo turno obriga candidatos a diminuir ataques na 1ª fase


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Uma mudança que certamente o eleitor francano notará na próxima eleição para prefeito na cidade será no que diz respeito aos tradicionais ataques entre os candidatos. A tendência é que eles diminuam vertiginosamente. A razão para mudanças na conduta dos futuros prefeitáveis é simples: os candidatos que forem para o segundo turno precisarão encampar o máximo possível de votos daqueles que forem eliminados na fase inicial do pleito. A vitória do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), em 2004, é um bom exemplo da força que as alianças terão a partir de agora em Franca. No primeiro turno, ele conseguiu 36,9% dos votos válidos, o que, nos dias de hoje, forçaria Rocha a enfrentar o segundo turno contra o médico Marco Aurélio Ubiali (PSB), dono de 27,7% dos votos. Rocha e Ubiali teriam, a partir daí, de correr em busca de apoio de Cassiano Pimentel (PT), Ruy Pieri (PP) e Gilson de Souza (PFL). Seria uma situação, no mínimo, interessante. O terceiro colocado, Cassiano Pimentel (21,1%), integra os quadros do PT, maior rival do PSDB de Sidnei Rocha. Uma aproximação entre o tucano e o petista, que possivelmente apoiaria Ubiali, seria praticamente impossível. A partir daí, Rocha teria de investir principalmente em Gilson de Souza, do PFL, quarto colocado (13%). Caso Rocha e Ubiali conseguissem encampar os eleitores de Gilson de Souza e Pimentel, respectivamente, na teoria, o equilíbrio seria grande, com cerca de 40% para Rocha-Gilson e 45% para Ubiali-Pimentel. A partir daí, os 4,1% do eleitorado conquistados por Ruy Pieri passariam a ter “peso de ouro” e poderiam até decidir a eleição.

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