A pele dos coelhos abatidos na Escola Técnica Estadual “Prof. Carmelino Corrêa Júnior” (Colégio Agrícola) não são mais descartadas. No início do ano passado, a aluna do curso técnico de curtimento, Eloá Centeno, 20, sob coordenação das professoras de química Eliane Rocha e Valdete Pereira, criou o projeto “Pele de Coelho”, dentro da disciplina couros e peles. Entre os dias 21 e 25 de março, o trabalho foi apresentado na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), na USP de São Paulo, e premiado.
A concorrência foi acirrada e começou na pré-seleção dos participantes da feira. Foram 650 inscritos em todo o País. Na categoria inovação, foram outros 206 concorrentes e a criação de Eloá foi classificada em segundo lugar. O sucesso da produção do tecido com pêlo de coelho não ficou por aí. Dos 207, três trabalhos, inclusive o da escola técnica de Franca, foram eleitos para exposição na Mostratec - Feira Internacional de Ciências e Tecnologia de Novo Hamburgo (RS), da qual participarão diversos países da América Latina, em novembro.
A aluna Eloá resolveu transformar a pele de coelho em tecido para vestuário depois de perceber que o material era jogado no lixo, mas que poderia ser aproveitado. “Percebi a possibilidade de agregar valor a esse subproduto e deu certo”. Retirada, a pele dos coelhos passa por várias etapas, como tratamento com produtos químicos, curtimento, tingimento, secagem e amaciamento. Foram feitas peças brancas, pretas, rosa, lilás. “O objetivo final é comercializar o tecido”, disse a professora Eliane.
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