‘Ele gritava de dor e pedia por socorro’


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já Jean Cícero (à dir.), 36, deu entrada na Santa Casa em estado grave
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Como a carga de carvão se espalhou e o ônibus ficou atravessado em toda a extensão da pista, o tráfego de veículos ficou interrompido por mais de duas horas na Rodovia Ronan Rocha. Dezenas de caminhões e ônibus de estudantes ficaram parados, formando um cordão de aproximadamente dois quilômetros. “Fizemos o isolamento no trecho e recomendamos cautela aos condutores para evitar novos acidentes”, contou o soldado Revelino. As causas do desastre serão esclarecidas somente pela Polícia Científica. O motorista de um caminhão que fazia o trajeto Passos/Franca, logo atrás da carreta envolvida no acidente, presenciou a colisão e disse ao Comércio que o condutor do ônibus teria invadido a pista contrária. “Ele tentou ultrapassar o caminhão de carvão e se deparou de frente com a carreta. Ainda tentou voltar, mas não evitou a colisão. Acabou batendo nos dois veículos. Quase que sobra para mim. Felizmente, não me machuquei”, disse Wagner Lúcia da Silva, 35. A testemunha ainda ajudou a socorrer as vítimas. Quando se aproximou do ônibus, o cobrador ainda estava vivo. “Ele gritava de dor e pedia por socorro. Foi uma cena comovente. Não sabia para onde correr. Logo depois, ele perdeu os sentidos e morreu. Sua perna ficou dilacerada”. O soldado PM Georgio, que mora na Vila Imperador em Franca, estava no ônibus. Ele seguia para Belo Horizonte, onde trabalharia nesta quarta-feira. Com apenas leves escoriações nos braços, também teve papel importante e ajudou a socorrer e tranqüilizar as vítimas. “Eu estava no fundo do ônibus e não sei dizer o que aconteceu. Só senti o impacto. Alguns passageiros, principalmente as mulheres, se desesperaram, mas algumas pessoas e eu ajudamos a acalmá-las. Fizemos os primeiros-socorros até a chegada dos bombeiros”.

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