A quantidade de mulheres infectadas pela aids disparou na região. O número de casos novos, registrados neste ano pelo Ambulatório DST/aids, já é maior entre elas. Até agora, são 12 casos masculinos e 16 femininos. E as estatísticas registradas pelo Ambulatório mostram que a doença cresce em ritmo acelerado. Em 1995, para cada grupo de 12 homens, havia 6 mulheres doentes. Dez anos depois, para o mesmo grupo, seriam 9 soropositivas.
Em números absolutos, as estatísticas ainda apresentam mais homens (610) em tratamento que mulheres (474), mas a evolução na população do sexo feminino preocupa (veja no quadro ao lado). “As mulheres estão mais vulneráveis. Essa é uma tendência verificada não apenas em Franca e cidades próximas, mas no mundo inteiro”, disse o médico Antônio Jorge Salomão, coordenador do ambulatório.
Para ele, a liberação sexual do século 21 contribui para o aumento significativo da contaminação do vírus HIV entre elas. “Temos casos de mulheres casadas, solteiras, mais jovens e mais velhas. É geral”. Como entre os homens, a forma de contágio mais comum é a relação sexual praticada não apenas com os maridos, mas com outros parceiros também. “As mulheres precisam conhecer o companheiro, saber do passado dele, se foram usuários de droga. Não pregamos abstinência sexual, mas aconselhamos às pessoas não pensar apenas no presente porque o ‘tchan’ do momento pode ser fatal”, disse o médico.
A forma mais eficaz de prevenção contra aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o uso de preservativos. Para relembrar esses métodos, conhecer a opinião dos profissionais da saúde da região, saber se falta orientação e informação às pessoas, o Centro de Prevenção em DST/aids realiza hoje o 1º Seminário Mulher Aids & Cidadania (leia mais em texto ao lado).
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.