Bom Samaritano se une a Secretaria para gerenciar projeto Aldeia SOS


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A secretária Maria Archetti: “O Instituto saberá como dirigir o projeto e usar a verba do município”
A secretária Maria Archetti: “O Instituto saberá como dirigir o projeto e usar a verba do município”
A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social firmou na manhã de ontem uma parceria com o Instituto Bom Samaritano para coordenar o projeto Aldeias SOS. Este consiste em construir oito casas em um terreno da prefeitura no Jardim Pinheiros para atender crianças e jovens vitimizados até 18 anos, que foram abandonados pelas famílias ou agredidos. As casas terão até oito crianças cada e serão erguidas com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), o qual aprovou e financiará cerca de R$ 1 milhão para o trabalho. Segundo a secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Maria Ignez Archetti, o projeto está concluído e o convênio com o BNDES deverá ser assinado ainda nessa semana. “Estou preparando a lei que será enviada para a Câmara, depois agendaremos uma visita com a diretoria do Bom Samaritano para conhecermos um projeto semelhante e na seqüência faremos a licitação das obras”, disse. As casas terão dormitórios para meninos e meninas, sanitários, área de lazer, espaço para estudos, sala, lavanderia, como se fosse uma aldeia. A previsão é construí-los em seis meses. Maria Ignez estima que cada lar terá uma despesa mensal de R$ 3 mil com água, energia, funcionários e outros serviços de manutenção. “O Instituto Bom Samaritano tem uma filosofia cristã e saberá como dirigir o projeto, eles serão o gestores que receberão a verba do município”, afirmou. Os valores do repasse mensal ainda não foram acertados. O programa também selecionará mulheres interessadas em trabalhar como mãe social e cuidar das crianças atendidas na Aldeia. Haverá ainda atendimento com psicólogo e assistente social. O projeto já funciona no Brasil em outros locais, como São Bernardo e Poá. Franca será a 16ª cidade a implantar o projeto. “Estamos muito empenhados. Nossa proposta é excluir o sistema de abrigo para atender os jovens e adotar algo mais humanizado, uma casa-lar, pois eles não são infratores. A mãe social ficará responsável pelos atendidos, para formar uma família”, disse Maria Ignez.

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