Projeto que pretende conceder a todos os deficientes de Franca gratuidade na passagem no transporte coletivo da cidade foi adiado por duas semanas, na sessão de ontem da Câmara Municipal.
Para melhor definição da abrangência da proposta, foi agendada uma audiência pública para discussão do assunto amanhã, às 9 horas.
O plenário da Câmara estava lotado de deficientes que compareceram para acompanhar a apreciação do projeto. Propostas de adequação da proposta, como a extensão da passagem gratuita aos acompanhantes de deficientes visuais, e estudos de unificação do texto original do projeto, datado de 1990, às inúmeras emendas apresentadas em anos posteriores fizeram com que os vereadores decidissem por ouvir entidades de Franca antes da aprovação final. “Representar os interesses da população é o dever da Câmara. Para isso, precisamos ouvi-la”, disse o presidente da Casa, Mercelo Mambrini (PMN).
No plenário da Câmara, um fato curioso aconteceu em razão justamente de pessoas que não podiam ouvir. Como as cadeiras destinadas à população estavam em grande parte ocupadas por deficientes auditivos, a presidente da Apada (Associação dos Pais e Amigos do Deficiente Auditivo), Isabel Alves de Souza, levantou-se da sua e passou a “traduzir” por linguagem de sinais, simultaneamente, as palavras dos vereadores que abordavam a gratuidade da passagem de ônibus aos deficientes.
Na mesma audiência pública de amanhã, serão discutidas outras duas propostas. Uma, do vereador Joaquim Ribeiro (PSB), pretende estender a gratuidade dos transportes a pessoas com mais de 60 anos. Atualmente, apenas quem tem 65 anos não paga passagem. Não pagar a tarifa dos ônibus também é o que pretende possibilitar aos jovens do Tiro de Guerra outro projeto do vereador e presidente do Legislativo Marcelo Mambrini.
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