As mulheres, que já sofreram e ainda sofrem vários tipos de preconceito, ainda são vítimas quando o assunto é portar camisinha. Mesmo sendo chamado de machista pelas meninas que estavam próximas a ele, quando respondeu à pergunta da reportagem do Comércio, Gustavo Ribeiro Garcia, 22, manteve sua convicção de que acredita que a mulher que carrega preservativo na bolsa não é bem-vista. “Se a menina tiver um com ela, para mim será para apenas uma noite. Eu não namoraria”, afirmou, categórico.
Apesar de provavelmente não ser acolhido pela maioria das mulheres, esse tipo de pensamento não é exceção, parece ser regra mesmo. “Esse tipo de coisa me irrita, enoja até, mas, infelizmente, é a realidade. Apesar de termos conseguido o ‘direito’ de transar, ainda não temos o direito de querer fazer sexo com proteção”, reclamou a estudante de jornalismo Érica Cristina Taveira Spoleto.
Mas nem tudo são trevas. Há, sim, luz no fim do túnel. “Eu acho que a menina que sai com preservativo na bolsa é muito cabeça, tem personalidade e é inteligente. Bobo de quem pensa o contrário. Que diferença faz se a menina com quem você vai transar tem ou não um preservativo com ela? Se você tiver, ela vai transar e, no caso, ‘fácil’ do mesmo jeito. Melhor sair com quem se cuida”, afirmou o designer Renato Borges, 24, sem dar margem para contra-argumentação.
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