A Câmara Municipal de Franca promete uma reunião ordinária agitada nesta terça-feira. Projetos que tratam de benefícios no transporte coletivo urbano a idosos, deficientes e a jovens em serviço militar são pano de fundo para um outro mais polêmico, o que trata da proibição da prática do nepotismo no âmbito dos poderes Legislativo e Executivo, de autoria do vereador Valter Gomes (PSB).
Se fosse aprovada hoje, a lei antinepotismo destituiria de seu cargo a secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Maria Inês Archetti. Maria Inês é casada com o vice-prefeito Ary Pedro Balieiro e foi nomeada pelo prefeito Sidnei Rocha no início de seu mandato. Por causa do vínculo com Ary, ela fatalmente seria exonerada. Para o vice-prefeito não há problema quanto a isso. “Respeitarei a Lei se ela for aprovada. Mas seria uma perda para o município a saída de uma profissional com os conhecimentos que ela (Maria Inês) tem sobre a área na qual atua”, disse.
A tentativa de se criar uma Lei antinepotismo não é nova. À época em que ainda era vereador, o ex-prefeito Gilmar Dominici tentou enviar à Câmara um projeto de tal natureza. A proposta foi retirada da pauta porque os vereadores a consideraram inconstitucional. Em 1997, desta vez por autoria do vereador Luiz Carlos Fernandes (PDT), o projeto foi barrado pela Comissão de Constituição de Justiça e Redação, também por ser inconstitucional.
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