Diretoria prefere a ‘não denuncia’, diz Apeoesp


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O medo de denunciar a prática de crimes nas redondezas de escolas, em especial o tráfico, não é só atribuído à influência de criminosos. Há relatos na Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de que a Diretoria Regional de Ensino pressiona os profissionais a não chamarem a polícia. Pedindo anonimato, alguns profissionais disseram à reportagem do Comércio, nesta semana, que existe uma recomendação de supervisores e da Diretoria Regional de Ensino para não acionar a polícia em caso de suspeita relacionada ao tráfico de drogas nas redondezas de escolas. A comercialização e uso de entorpecentes dentro e fora de estabelecimentos educacionais do Estado foi escancarado após a detenção de dois adolescentes, um de 12 e outro de 14 anos, nas Escolas Estaduais “Sueli Machado Silva” e “Ângelo Gousen”, respectivamente, na terça-feira. “Nós já recebemos reclamação de professores que a Diretoria de Ensino, de uma certa forma, pressiona os professores para não chamarem a polícia. Seria uma propaganda negativa para o governo”, disse o presidente da Apeoesp, Luiz Gonzaga. A “pressão” seria feita por meio de advertência e os professores não concursados têm medo de serem dispensados. A dirigente regional Ivani Marchesi, em entrevista na quarta-feira, negou que haja orientação para não se denunciar. Segundo ela, as diretoras têm autonomia para criar seus mecanismos de prevenção e caso seja constatado o tráfico, por exemplo, é preciso acionar a polícia.

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