GBF, o “Tio”, está recolhido na cadeia do Jardim Guanabara. Inicialmente, havia sido preso temporariamente por 30 dias, mas, diante dos fortes indícios que pesam contra ele, a prisão foi transformada em preventiva, ou seja, permanecerá detido enquanto a Justiça entender necessário no decorrer do processo.
Segundo a Polícia Civil, ele seria uma espécie de braço direito do PCC e líder do crime no complexo do Jardim Aeroporto. Nenhum marginal do bairro poderia roubar ou traficar sem sua autorização. Quem desobedecesse, seria severamente repreendido.
Devedores de drogas eram obrigados a pagar. Se não arrumassem dinheiro, pagavam com a vida. “As pessoas que não cumpriam suas ordens eram espancadas. Ele encomendou pelo menos dois assassinatos. Em um dos casos, chegou a emprestar a arma usada no crime. A turma ligada a ele está, toda ela, relacionada com ocorrências de roubos, furtos, tráfico e homicídios no bairro. Suspeitamos que ele possa estar envolvido em outros homicídios, mas ainda buscamos provas”.
Como ele está recolhido à Cadeia do Guanabara, não foi possível ouvir sua versão. Durante depoimento prestado à polícia no dia em que foi preso, negou as acusações e disse não ter envolvimento com as mortes. No mesmo dia, durante conversa informal com a reportagem na porta da sede da DIG, a filha e a mulher de Grimar disseram que ele seria inocente. “Estão armando para ele”.
O acusado já esteve preso por quatro anos na penitenciária de Serra Azul, acusado de tráfico de drogas.
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