Uma mulher de 66 anos fraturou a coluna ao se acidentar dentro de um ônibus da empresa São José, na manhã de sexta-feira. Zenaide Alves de Almeida estava no coletivo que faz a linha do Centro ao Recanto Elimar quando o ônibus passou provavelmente por um buraco na rua. Com o solavanco, a passageira, que estava sentada, foi arremessada para o alto e caiu novamente sentada sobre o banco.
Com o impacto, sua coluna sofreu uma fratura. Ela foi socorrida imediatamente pelo motorista do ônibus, o que nem de longe significou atendimento imediato no serviço de saúde. Para se ter uma idéia, o acidente ocorreu por volta das 9 horas e ela só foi efetivamente internada à meia-noite, depois de passar pela UBS do Jardim Aeroporto, pelo Pronto-Socorro Dr. Janjão e tentar atendimento por três vezes na Santa Casa, conforme relatou à reportagem. Até o fechamento desta edição, a falta de exames específicos não permitia informar se a vítima ficará paralítica. Ela deve passar por cirurgia ainda nesse domingo.
A PEREGRINAÇÃO
O acidente ocorreu perto de um viaduto que liga os jardins Parati e Noêmia, segundo a filha da vítima, Silvia Helena de Almeida. “Ela quase bateu a cabeça no teto do veículo”, disse sobre o forte impacto que arremessou Zenaide para cima dentro do ônibus. Depois do acidente, Zenaide passou a reclamar de dores e motorista e cobrador do ônibus a deixaram na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Aeroporto.
A partir daí, a família iniciou uma verdadeira peregrinação até conseguir internar Zenaide. Um filho da vítima, Marco Antonio de Almeida, foi chamado à UBS e informado de que sua mãe precisaria tirar uma radiografia da área lesionada para que a gravidade do trauma fosse diagnosticada. Pela primeira vez no dia, Zenaide foi levada até a Santa Casa. Segundo Silvia, às 12h30 de sexta, a Santa Casa, alegando não ter “vagas”, orientou a família a levar Zenaide novamente até o hospital na segunda-feira, às 15h30.
Preocupada, a filha da vítima tentou recorrer então à São José para verificar o que a empresa poderia fazer para ajudar. “O encarregado disse que não poderia nos auxiliar”. O posicionamento revoltou a família que também estuda impetrar uma ação na Justiça contra a empresa São José. Na tarde de ontem, o chefe de tráfego da empresa, José Eustáquio Luiz, disse que a empresa está disposta a pagar todas as despesas que o caso exigir. Só não poderia fazê-lo antecipadamente (leia mais no texto ao lado).
Diante da negativa, o filho da vítima, Marco Antonio, foi à delegacia e registrou boletim de ocorrência.
Enquanto isso, Silvia voltou com sua mãe até a Santa Casa. Lá, “depois de muito insistir”, conseguiu a radiografia, mas a internação não pôde ocorrer de imediato. “Eles disseram que precisariam de um encaminhamento do ‘Janjão’”. Zenaide foi levada ao PS, onde, segundo a família, foi bem atendida. Um fax informando o encaminhamento foi enviado para a Santa Casa, e, enfim, às 19h26, Zenaide foi internada. “O acidente aconteceu às 9 horas e minha mãe chegou ao quarto só à meia-noite”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.