Rotina das professoras também não é fácil


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A rotina das três professoras que trabalham na Escola Estadual Rural “Fazenda Taquari”, em Pedregulho, também não é fácil. Rosemary Silva de Oliveira, 43, é responsável por 20 alunos da 3ª e 4ª séries. Como reside em Pedregulho, também tem que acordar cedo para chegar a tempo para a aula. Por volta das 5h30, ela já se encontra na escola. “Chego muito cedo porque aproveito o ônibus escolar que vai buscar as crianças”, disse ela. Enquanto aguarda o horário de começar a aula, Rosemary passa toda a matéria no quadro negro. A professora trabalha na escola há quatro anos consecutivos e diz ser gratificante. “Aqui temos tudo o que precisamos. Tudo o que os estudantes da cidade têm, nós também temos, como aulas de educação física e artes”, disse ela. “Além disso, as crianças são muito mais amorosas com os professores”, completou. Nas salas de 1ª e 2ª séries estudam 22 alunos, tendo como professora Maria Aparecida Bianco, 49; vinte deles dedicados ao magistério. Na escola rural ela está há dois anos. “O ideal é manter essas crianças na zona rural. Por que, além de ficar mais perto de casa”, disse Cida, que tem que levantar às 4h30 todos os dias por conta do trabalho. Os 17 alunos do “prezinho” são de responsabilidade de Magda Maria de Faria da Silva, 38. Ela é a única que reside na zona rural, mas mesmo assim tem que acordar cedo para chegar à escola junto com os alunos. Magda conhece bem a realidade dos alunos da fazenda, já que também foi um deles. “Aqui pretendo ficar até me aposentar. Já estou acostumada com a escola e gosto muito daqui”, disse. A única tristeza das professoras é com relação aos roubos freqüentes ocorridos na escola. Até hoje, foram roubados TV, vídeo, liquidificador e até panelas. Nem mesmo as grades inibem os bandidos.

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