Francanos vivem noite de inferno no pronto-socorro ‘Dr. Janjão’


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A população que depende de atendimento médico pela rede pública de Saúde viveu momentos de inferno no Pronto-Socorro de Referência “Dr. Janjão” ontem à noite. Dezenas de pessoas lotaram a sala externa de espera e o interior da unidade à espera de consulta. O aposentado João Venâncio Souza, 62, disse ter chegado ao “Janjão” às 19 horas. Quando conversava com a reportagem, já passava das 22h45. “É um desrespeito com a população”, desabafou Souza, que conduziu a filha, com febre alta. Mais revoltada ainda estava a diarista Elaine Aparecida Gualberto, 29, que aguardava desde as 18h45. “A dificuldade começou para chegar aqui. Mesmo com minha filha passando mal, a prefeitura não mandou ambulância. Se eu não pagasse um táxi, nem teria chegado ao PS. Aí, a gente chega e recebe esse tratamento desumano. Não somos animais. Cadê a melhora na Saúde?”, questionou Elaine. Ao procurar o responsável pelo plantão, a reportagem recebeu, via Guarda Civil Municipal, três respostas diferentes: primeiro, a informação de que devia “procurar o secretário de Saúde”. Depois, o responsável pela unidade estaria em reunião. Diante da insistência, o encarregado surgiu rapidamente e informou que, naquele momento, às 23 horas, 46 pessoas esperavam atendimento, para um corpo clínico de três médicos plantonistas (dois estariam cuidando de urgências). A seguir, retirou-se rapidamente, dizendo que não tem autorização para falar com a imprensa e que estaria acompanhando um caso de urgência. “Trocou-se o secretário de Saúde (saiu Eduardo Sandoval e entrou Alexandre Ferreira), mas o atendimento é o mesmo. Na verdade, até piorou um pouco”, disse Elaine Gualberto.

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