Muita gente considera o skate um esporte específico para adolescentes do sexo masculino. Mas, quem compareceu ontem na pista do Leporace pôde constatar outra realidade: o skate se massificou e, hoje, crianças, mulheres e até “trintões” estão firmes na prática do esporte. A estudante Micaella Gonçalves Santos, 8, confessou-se apaixonada pela modalidade. “Adoro skate.
Vou aprender a andar e quero ficar muito boa na pista. E não vou parar enquanto não ficar velha, com mais de 16 anos”, disse Micaella, que disse ter se interessado ao ver garotos praticando esporte: “Achei muito legal e pensei: se os meninos podem fazer, eu também posso”.
A também estudante Carina Cristina Magno, 19, aprendeu a andar de skate com um ex-namorado e não parou mais. “A gente ia para a pista de manhã e ficava até escurecer, nem parava para almoçar. Eu tinha 13 anos. De lá para cá, nunca mais deixei o skate”, disse. E o namorado? “Com ele eu terminei, com o skate, jamais”, garantiu.
Hoje no time dos veteranos, o coordenador do São Paulo Skate em Franca, Cléber José da Silva, 34, é praticante desde os 14 e não pretende se “aposentar”. “Até minha ex-mulher pegava no meu pé por eu andar de skate na minha idade, mas nem assim parei. Sinto-me feliz por estar entre tantos jovens, com tanta vontade e talento”, disse Silva. Até o aposentado Joaquim Farias de Melo, 74, acompanhava as peripécias dos skatistas. “Dá um pouco de aflição, parece que eles vão cair. Mas, depois que a gente acostuma, os pulos (manobras) ficam interessantes. Convidado a subir em um skate, “sêo” Joaquim se esquivou: “Vou só olhar mesmo”, disse, sorrindo.
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