Com menos estudantes matriculados, os diretores de escolas de Franca ficam mais apreensivos e determinam diversas mudanças econômicas na instituição. O motivo é que programas como o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), Merenda Escolar, Livro Didático e Dinheiro Direto na Escola baseiam-se nos dados do Censo Escolar. Dessa forma, a queda no número de alunos corresponde à redução no valor de verbas.
Uma das que já trabalham com menor verba federal, repassada pelo número de estudantes no ensino médio, é a escola “Otávio Martins”. A instituição perdeu cerca de R$ 2 mil do programa Dinheiro Direto na Escola. Por ele, o dinheiro é repassado diretamente à escola para compra de material e equipamentos, manutenção, reparos no prédio, capacitação de professores e projetos. “Recebíamos mais de R$ 8 mil e atualmente a verba anual repassada é de R$ 6.400”, disse a diretora Elza Trevisani Secco Nascimento. Para se adequar a uma verba menor, a escola passou a utilizar os materiais com mais cuidado. “Se antes gastávamos muito giz ou folha de sulfite, isso não ocorre mais. Hoje tudo é controlado”, afirmou. Além de folhas, canetas, cartolinas, livros, a economia também ocorre nos produtos de limpeza e manutenção do prédio. Em dois anos, o número de estudantes diminuiu em 658. Hoje, a escola localizada no Bairro Chico Júlio tem 1.357 estudantes matriculados.
Na escola “Adelina Pasquino Cassis”, no Jardim do Éden, a diretora Sheila Monteiro Pereira ainda não teve redução de verba, mas por ter 305 estudantes a menos em relação ao ano passado teme perder funcionários a partir do meio do ano. “A escola passa a receber menos investimento e isso é muito triste. Com menos dinheiro, fica mais difícil reformar o prédio e implantar novos projetos”, alegou. As escolas também recebem, três vezes por ano, verbas do governo estadual.
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