A diminuição de mais de 5 mil estudantes na rede estadual de ensino não é vista com surpresa pela dirigente de Ensino de Franca, Ivani Marchesi. Para ela, a queda de alunos nas escolas é uma oportunidade para que as mesmas possam se transformar e oferecer uma melhor educação em todos os níveis. “Vejo a redução pelo lado positivo, pois no País não se fecham escolas. Com menos alunos fica mais fácil trabalhar e transformar a educação”.
Uma das soluções apontadas é o crescimento de escolas em período integral, projeto da Secretaria Estadual da Educação implantado este ano em nove escolas da região. “A tendência é ampliarmos cada vez mais o número de escolas para funcionarem em tempo integral. Para 2007, inclusive, estamos pensando em implantar o programa em mais duas”, antecipou Ivani. Atualmente, ele funciona nas escolas “Amália Pimentel”, “Benedito Eufrázio Marcondes”, “Suzana Ribeiro Sandoval”, “Luiz Paride Sinelli” e “Otávio Martins”. Na região, receberam o programa as escolas “Henriqueta Rivera Miranda”, em Rifaina; “Padre César”, de Pedregulho; “Henrique Lespinasse”, de Itirapuã, e “Maciel de Castro Júnior”, de São José da Bela Vista. Todas tiveram redução de alunos nos últimos dois anos.
De acordo com a determinação, os alunos cumprem a grade curricular normalmente em um dos períodos e no outro participam de atividades esportivas e culturais. Essas atividades, como aulas de informática, xadrez, dança, teatro, oficina de música e leitura, fazem parte do currículo escolar. “Pelo Plano Nacional de 2001, em dez anos todas as escolas serão em tempo integral e isso também será bom para o mercado de trabalho, pois a educação necessitará de mais pedagogos”, completou a dirigente de Ensino. Para funcionar em tempo integral (das 7 horas às 16h20), as escolas precisam de um período de aula, no caso o da tarde, livre e, conseqüentemente, mais recursos financeiros.
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