Apesar de todas as evidências, o cerco indiscriminado de traficantes às escolas de Franca parece um fator menor diante de todas as atribuições que a dirigente de Ensino, Ivani Marchesi, lida diariamente. Ao desconsiderar a gravidade do problema, dizendo que não se trata de um fato o qual se possa generalizar, a dirigente repete a mesma ladainha de setores que desconsideravam o poder do tráfico, mas hoje tentam lutar contra ele.
Segundo ela, as pessoas não devem estigmatizar as escolas e generalizar os alunos após uma ocorrência de tráfico de drogas como a de anteontem. Uma das medidas adotadas pela escola para ajudar na reabilitação dos alunos foi a convocação dos pais pela diretoria. As diretoras das unidades chamaram os pais para que eles participem do trabalho de reabilitação dos filhos. É uma responsabilidade de todos nós”.
Outra ação desenvolvida é advertir sobre os malefícios que entorpecentes podem causar às pessoas. Esse trabalho, segundo Ivani, está acontecendo em todas as escolas da rede estadual com o objetivo de prevenção. É o básico, o mínimo esperado.
Segundo ela, os estudantes envolvidos detidos pela polícia não serão expulsos. A dirigente de ensino afirma que diretores de escola têm autonomia para praticar sua própria política de combate às drogas, coisa que os servidores não confirmam. Do outro lado, a Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto.
A corporação mantém um grupamento de ronda escolar, que, teoricamente, deveria fazer apenas o policiamento no entorno das unidades de ensino, o que, na prática, não acontece.
Seus veículos atendem a todos os tipos de ocorrência. Procurado, o comando da 1ª Companhia, responsável pelo policiamento da área, não atendeu a reportagem.
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