Remédios terão reajuste de até 5,51%


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Os medicamentos com preços controlados pelo governo federal, entre eles os de uso contínuo (indicados para hipertensão, diabetes, cardíacos) e os antibióticos (infecções e inflamações), terão um reajuste de até 5,51%. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o índice a ser praticado foi definido a partir da participação dos genéricos no mercado, os quais também terão preços mais altos nas primeiras semanas de abril. Dessa forma, o aumento, definido anualmente pelo governo será dividido em três categorias: o grupo de remédios em que os genéricos têm participação de mercado superior a 20% sofrerá o reajuste máximo, de 5,51%. Aquele em que a participação está entre 15% e 20%, o reajuste atingirá 4,57%. Para o grupo de medicamentos que com participação de genéricos abaixo de 15%, o aumento será de 3,64%. Os fitoterápicos e homeopáticos não estão incluídos nesta lista. A definição do índice leva em conta o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado entre março de 2005 e fevereiro deste ano, que foi de 5,51%. Além disso, a fórmula inclui ainda o fator de produtividade - repasse ao consumidor dos ganhos das indústrias com produtividade - e os fatores de ajuste de preços, que levam em conta os custos dos insumos e da concorrência gerada pela participação dos genéricos no mercado nacional. De acordo com a Vigilância Sanitária, em Franca existem atualmente 130 estabelecimentos farmacêuticos. O reajuste deverá ser praticado por todas elas. Apesar do aumento, o setor não crê em queda nas vendas. “Muitos clientes já estão informados sobre o aumento. Eles reclamam, mas não tem como deixar de comprar o medicamento, principalmente quem faz uso contínuo”, disse o técnico em farmácia, Luciano de Andrade Silva. O balconista Osori de Lima, da Drogafarma, afirma que para segurar os preços por mais alguns dias a rede trabalhará com promoções e agilizará o processo para integrar o programa Farmácia Popular, do Governo Federal. Os descontos nesse programa chegam a até 90% (veja matéria abaixo). “As pessoas muitas vezes pensam que são os donos das farmácias os responsáveis pelo aumento, mas toda vez que recebemos esse tipo de aviso ficamos tristes e buscamos amenizar o repasse ao consumidores”.

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