O trabalho de educação anti-racista deve começar cedo. Especificamente na Educação Infantil.
O primeiro desafio é o entendimento da identidade, porque a criança negra precisa se ver como negra, aprender a respeitar a imagem que tem de si e ter modelos que confirmem essa expectativa.
Com discussões e projetos bem elaborados, é possível combater o preconceito racial que existe, sim, na escola.
Deve-se utilizar também livros que valorizam a cultura e a identidade negra, como Menina bonita com laço de fita, de autoria de Ana Maria Machado, e Felicidade não tem cor, de Júlio Emílio Braz, que enfocam e desmistificam estereótipos sem constrangimentos, além de mitos equivocados.
Ainda há disparidade entre o discurso de reconhecimento do racismo e as atividades pedagógicas.
Enfrentar as diferenças raciais presentes no ambiente escolar seria uma das saídas para o fim das desigualdades educacionais do Brasil.
A questão racial é assunto de todos e deve ser conduzida para a reeducação das relações entre descendentes de africanos, europeus e outros povos.
O mesmo se pode dizer a respeito da necessidade de se reconhecer a existência do racismo no Brasil e a necessidade de valorização e respeito aos negros e à cultura africana.
No entanto, é muito rico falar sobre o assunto, eleger o tema para discussão em grupos de estudo e fomentar a criação de projetos ou seqüência de atividades em sala de aula.
Ana Célia de Freitas
é educadora e atua na área de Educação Infantil
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