Famílias assentadas na Fazenda Boa Sorte, em Restinga, serão ouvidas hoje pelo Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo) no processo que o órgão abriu para apurar a suposta venda ilegal de madeira do assentamento rural.
Os procedimentos foram retomados ontem por advogados do instituto e das 18 famílias envolvidas. Durante todo o dia, lideranças da Boa Sorte, ligadas ao MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) discutiram os rumos da sindicância.
O Itesp acusa as famílias de terem vendido ilegalmente parte da madeira que sobrou de um leilão promovido pelo órgão em 2003. A venda, sustenta o instituto, teria gerado uma receita superior a R$ 500 mil para os assentados, que, por sua vez, negam a negociação.
Segundo Jean Gomes, um dos coordenadores do MLST no local, o Itesp tenta acusar as famílias mas não apresentou nenhuma prova até agora.
“Não existe irregularidade alguma. Havia a autorização da direção do Itesp para a venda da madeira”, afirmou Gomes.
O Itesp deverá enviar a conclusão das investigações para o Ministério Público tão logo sejam finalizadas. No fim do ano passado, o advogado que preside a sindicância, Délcio Silva, afirmou que o crime de extração e venda ilegal de madeira já estava caracterizado. “Agora, resta apenas saber quem são os responsáveis”.
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