Além do turismo, a cidade de Rifaina vem se destacando no setor têxtil. A Cooperativa de Costureiras, implantada há cinco anos com 34 pessoas, hoje tem 97 costureiras. A cooperativa é contratada por uma empresa de São Paulo que produz roupas esportivas para uma marca conhecida mundialmente. Em média, são fabricadas duas mil peças por mês, entre camisetas, calças e agasalhos. O negócio deu tão certo que foi preciso a cooperativa mudar de lugar três vezes devido ao número de costureiras, que aumentou consideravelmente nos últimos anos.
O galpão onde a cooperativa está instalada hoje já não comporta mais máquinas. Por conta disso, a prefeitura tem um projeto de expansão. O prefeito Hugo Lourenço (PMDB) anunciou a edificação de outro galpão com 800 metros quadrados de área construída. “Vamos começar a obra do alicerce. O gasto deve chegar a R$ 300 mil e será totalmente assumido pela prefeitura”, disse o prefeito. Com o novo galpão, serão abertas mais 100 vagas de emprego na cidade. “Quem não sabe costurar também pode se candidatar”, disse a presidente da Cooperativa, Margaret Jerônimo Oliveira.
O grande interesse dos moradores em ingressar na cooperativa está ligado principalmente ao fato de a cidade não oferecer muitas opções de trabalho. Além disso, os salários costumam ser bem atraentes. Dependendo da produção, podem chegar a R$ 2 mil. Cristiane Alves, 23, está há cinco anos na cooperativa, e por mês chega a ganhar R$ 1,8 mil. “É uma grande oportunidade de emprego para nós”, disse ela. Maria Aparecida de Faria, 40, não tem saudade do tempo em que trabalhava como doméstica. Agora ela só pensa em costurar. “Também não sabia costurar e hoje estou ensinando meu filho a fazer o mesmo. Esse trabalho é muito bom”.
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