‘Acordei com quatro armas apontadas para minha cabeça’


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O lavrador José Aparecido da Silva, 23, deixou a família no norte de Minas Gerais e veio tentar a vida na região de Franca. Conseguiu emprego na Fazenda Santo Antônio, em Pedregulho, onde realiza serviços gerais. Na madrugada de ontem, foi o primeiro dos oito funcionários a ser rendido e passou pelo maior susto de sua vida. “Eu estava dormindo e acordei com o barulho da porta sendo arrombada. Quando abri o olho, me deparei com quatro armas apontadas para minha cabeça. Os ladrões me empurraram e começaram a perguntar pelo patrão. Passamos um medo danado. Já pensou a gente morrer aqui com a família longe? Como dar uma notícia dessas?”. Após render os funcionários, os criminosos obrigaram o lavrador a ir até a casa do dono da fazenda e chamá-lo pelo nome. Quando o fazendeiro saiu para ver o que estava acontecendo, também foi rendido. “Os bandidos agrediram meu patrão com coronhadas, socos e pontapés, mas ele reagiu e também deu umas pancadas neles”. José Aparecido e o patrão seriam levados como reféns, mas a chegada dos policiais assustou os ladrões. Como não foi avisado pelos comparsas, Baltazar Batista Macedo, 29, não percebeu a aproximação da PM e foi preso dentro da casa. Na delegacia, não quis falar sobre o roubo. Mesmo com as insistentes perguntas dos policiais, se manteve calado. “Não andei certo com a polícia, então, tenho que andar certo com os bandidos. O bagulho é doido: se eu abrir a boca, eu morro. É a lei, a realidade”, disse em conversa informal com a reportagem.

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