Universitário era pacato e querido por todos no bairro


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O brutal assassinato de Renato revoltou parentes e amigos. O universitário era uma pessoa de bem e querido por todos. Ele nasceu em Conquista (MG), mas mudou-se ainda criança para Franca. Há 23 anos, morava com os pais em uma residência da Rua Realindo Jacinto Mendonça, na Vila Imperador. A indignação, ontem, era geral em toda a vizinhança. “Éramos amigos há mais de 20 anos. O que fizeram com ele foi covardia, uma crueldade”, comentou Cleomar Tobias Reis. Renato era o terceiro de cinco irmãos, todos bem colocados profissionalmente. Um deles é gerente de conhecida loja de móveis da cidade. Único ainda solteiro, o caçula dividia seu tempo entre cuidar dos pais, trabalhar e estudar. Durante o dia, trabalhava como pespontador. “Ele era caseiro e quase não saía. Estou arrasado, muito sentido mesmo. Ele era muito bom. Não sei por que foram fazer isso com ele”, disse o aposentado José Maria da Silva, pai da vítima. Sua irmã estava desconsolada. “A pessoa que o matou também matou a todos nós. Destruiu a nossa família”, disse Maria Luiza. Beneficiado por uma bolsa de estudo, Renato cursava o segundo ano do curso noturno de Direito da Unifran. Também foi aprovado no curso de Assistente Social da Unesp, mas preferiu concentrar-se nos estudos de advocacia, sua grande paixão. Na tarde de ontem, ainda era possível ver vários livros da disciplina abertos uma estante em seu quarto. Bom aluno, foi escolhido como líder da classe na universidade. Professores e colegas, acompanharam seu sepultamento, destacaram suas qualidades e lamentaram sua morte. “Nem acreditei quando soube que ele havia morrido de maneira tão violenta. Fiquei muito chateado e fiz questão de ir até sua casa confortar os familiares. Farei de tudo para que o assassino seja preso e pague pelo que fez”, disse o vereador e radialista Marcelo Valim, vizinho e seu amigo de infância. O corpo de Renato foi sepultado ontem no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco.

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