O silêncio do seccional de Franca, Maury de Camargo Segui, e do delegado plantonista José Carlos de Oliveira, sobre possível falha durante a fuga de um suspeito do plantão policial, foi quebrada pelo diretor do Deinter 3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), Anivaldo Registro.
Ele disse ontem ao Comércio que o fato será investigado pela corregedoria de Franca e pelo setor equivalente de Ribeirão Preto. À tarde, Maury Segui comunicou à autoridade do Deinter 3 a abertura do procedimento. “O seccional é quem está tomando as providências e vai comunicar à corregedoria para apurar de quem é a responsabilidade”, disse Registro. Segundo Anivaldo, a fuga resultou de uma “desatenção” na guarda do preso e é preciso apontar o responsável pela falha. “Houve, no mínimo, negligência”.
Sobre a fuga do adolescente ADM, ocorrida no ano passado e que resultou no furto de uma viatura, Registro disse que somente a corregedoria poderia dar esclarecimentos sobre o resultado dos procedimentos adotados. “O responsável pode ser punido”. A punição, a depender do julgamento, pode resultar até em expulsão da corporação.
Em entrevista ao repórter Alexandre Silva, da rádio Difusora, CG, detido suspeito de furto, disse ter fugido após sofrer tortura de policiais que trabalhavam na ocorrência. A suposta denúncia terá de ser relatada à PC e será incluída no trabalho de investigação da corregedoria. No ano passado, o delegado envolvido na ocorrência de ontem foi afastado do 4º DP pelo seccional após criticar a manutenção das viaturas do distrito pelo qual respondia.
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