Alessandro Macedo
da Redação
Vinícius Henrique Alves completou ontem 6 anos de idade. Pequeno, franzino e com pouco mais de 15 quilos, ele se encontra, segundo parâmetros da ONU (Organização das Nações Unidas), em situação de risco. O garoto sofre de desnutrição e por essa razão, aos 6 anos, tem o peso de uma criança de 2. Seu quadro não melhorou desde quando a reportagem do Comércio esteve em sua casa pela primeira vez, há três meses.
Nesse período, de acordo com sua mãe, Marília Oliveira Alves, pelo menos um aspecto melhorou na rotina: “Ele está comendo melhor”, disse ela, animada. O problema é que ele não ganha peso. Pior. Perdeu mais de um quilo desde o final do ano passado para cá. Esperançosa, a mãe tenta encontrar uma explicação para o fato: “Acho que é porque ele está crescendo”, diz.
O fato é que a perda de peso do garoto preocupa. Vinícius é atendido por uma das frentes de combate ao risco social empenhadas pela Pastoral do Menor, movimento da Igreja Católica. Mas, na verdade, é pouco para quem tanto precisa de atenção. Por causa do grande número de crianças em situação igual ou pior do que a de Vinícius, o garoto é atendido apenas uma vez por mês pela entidade. “Está longe do ideal”, declarou na semana passada o padre Ovídio, responsável pela Pastoral local. “Precisamos de mais”. Nos atendimentos quinzenais, Marília leva para casa uma porção de farinha multimistura, um complemento alimentar rico em minerais, usado para sustentar crianças com desnutrição.
A mãe, sempre mantendo um otimismo incomum para quem vive numa situação de carência como a dela, diz que Vinícius toma leite com a mistura e quer mais. “Está comendo muito bem”, se alegra.
Uma das explicações para a alegria de Marília está no fato de Vinícius estar mais animado. Diferente de quando a reportagem esteve no Jardim Santa Bárbara pela primeira vez no final do ano passado, na tarde de ontem, o menino corria na rua da casa atrás de sua irmã Maria Paula. Para ele, uma grande vitória.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.