Alunos da ‘Boa Sorte’ terão aulas de música


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Vicente Pereira (ao fundo) desenvolve atividades com fungos em um bambuzal do assentamento com os alunos Jonatan Mateus, Jessika , Graziele Laurica e Giovani Souza (esq. p/a dir.)
Vicente Pereira (ao fundo) desenvolve atividades com fungos em um bambuzal do assentamento com os alunos Jonatan Mateus, Jessika , Graziele Laurica e Giovani Souza (esq. p/a dir.)
Patrícia Paim da Redação Aulas de teatro, capoeira, cultivo de horta, artesanato e culinária. Até parece grade curricular de uma escola particular. Mas não. Essa é a realidade dos cem alunos da escola municipal “Leonor Mendes de Barros”, que funciona no assentamento da Fazenda Boa Sorte, em Restinga. Para colocar tudo em prática, a Secretaria de Educação do município determinou que a escola funcionasse em tempo integral. A novidade foi implantada no ano passado e deu tão certo que o ano letivo deste ano terá novidades. Os estudantes terão aulas de música com o professor Mário Pereira, de Franca. O secretário de Educação e Cultura de Restinga, Jorge Eurípedes, comenta que os alunos adoraram a novidade e que a intenção é de que todos aprendam a tocar flauta doce. “O projeto foi implantado neste mês e, por enquanto, os estudantes recebem informações sobre música e vários outros instrumentos musicais”, disse. As aulas são ministradas uma vez por semana com duração de 1h30. “Os alunos adoraram a novidade e estão empenhados”, comemora Eurípedes. E as novidades não param por aí. Um curso de artesanato também é freqüentado pelas mães dos alunos, as quais aprendem ainda a fazer pão caseiro. Grande parte da produção é comprada pela prefeitura de Restinga para incrementar a merenda escolar. “O pão vai parar no lanche dos estudantes da Boa Sorte”. A qualidade é atestada ainda por outra iniciativa. Pelo menos uma vez por semana, eles também recebem frutas no lanche. Nas escolas da cidade nada disso acontece”, disse Eurípedes, que completou: “Nossa preocupação não é apenas passar a informação para as crianças. Queremos que tenham uma formação melhor. Não é só porque elas estudam em um assentamento que o ensino necessariamente será inferior em relação ao das escolas da cidade”.

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