É lamentável sabermos que o Aterro Sanitário de Franca foi rebaixado na classificação realizada pela Cetesb, órgão competente para tal. Por outro lado, não me espanto e digo que tudo isso já era previsto, devido à falta de conhecimento da equipe que assumiu os serviços do Dinfra. Em quase todas as minhas manifestações sobre o assunto, disse que tomariam os serviços, mas jamais nossa capacidade técnica (conquistada com muito trabalho e com os pés e as roupas encharcadas de chorume, muitas chuvas, poeira e não sentados em bancos de universidades cursando mestrados e doutorados). É certo que a avaliação se refere ao ano de 2005 e que nós funcionários do Dinfra permanecemos lá até o final do ano, porém, não tínhamos mais voz ativa na condução dos trabalhos, ficando a cargo de representantes da Secretaria de Planejamento, Secretaria de Obras e Emdef, que davam as mais absurdas ordens, tratando os serviços desordenadamente.
Nossa especialização iniciou-se em 1993, no governo do Dr. Ary Balieiro, e atingiu o ápice durante todo o governo de Gilmar Dominici, inclusive com conquista de prêmio pela melhor gestão ambiental. Talvez esteja aí a explicação para tanta obsessão de nosso alcaide em extinguir tal empresa. Porém, com relação ao novo aterro sanitário, a administração quis somente tomar para si a autoria, mas até o momento, nem um quilo de lixo sequer foi colocado em tal aterro. As obras deveriam ter sido realizadas num período de seis meses após o recebimento da Licença Prévia, muito comemorada pela atual administração, no entanto, sem dar a devida atenção. Contudo, caso a Cetesb englobasse em sua avaliação todas as atividades realizadas pela atual administração na questão de resíduos sólidos e meio ambiente, certamente a nota seria ainda pior, pois ou estão abandonadas ou funcionando precariamente. Daí se vê que o objetivo primordial era tão somente receber as verbas de gerenciamento oriundas da Prefeitura para reerguer a famigerada Emdef. E a nossa Câmara Municipal continua inerte, assistindo a tudo sem averiguar nada, apesar dos indícios de que o dinheiro público está sendo mal aplicado na conturbada extinção e liquidação do Dinfra.
ELSON DANIEL GUILHERME
é tecnólogo em Construção Civil e ex-funcionário do Dinfra.
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