O modelo de sistema que abrigará adolescentes infratores e presos não condenados em Franca recebeu na semana passada uma proposta de nova unidade, o Centro de Ressocialização (CR). Ele oferece educação profissional e trabalho para detentos. A idéia ganhou forma após a certificação da Apare (Associação de Proteção ao Reeducando e Egresso) como instituição de utilidade pública.
O reconhecimento possibilita à associação, que já desenvolve trabalho de reintegração de presos à sociedade, manter convênio com o Estado. A construção de um Centro de Ressocialização depende da iniciativa governamental e da disponibilidade de uma ONG (organização não governamental) local, que atuaria administrativamente.
Durante a assembléia da Apare em abril, os membros oficializarão o desejo de ter um CR na cidade. O documento deverá ser enviado ao secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. “A idéia inicial é reformar a cadeia pública do Jardim Guanabara e ter um centro naquele local. Isso dependerá da iniciativa do governo, mas queremos que ele saiba que nós podemos participar da parceria”, disse o presidente da associação, Alexandre Diniz.
O modelo proposto pelo Estado é para 210 detentos cumprindo pena em regimes aberto e semi-aberto. Diniz explicou que quer montar um CR para 120 vagas, pois o prédio da cadeia seria utilizado para abrigar o projeto. “A capacidade máxima da cadeia é para 218 e por isso no modelo proposto (210) não daria para realizar um bom trabalho. Por isso seriam 120 vagas”, explicou o presidente. Apesar da “boa vontade” local, o comando da Polícia Civil já mostrou querer implantar delegacias no prédio da cadeia. O próprio secretário ainda não confirmou o CR na visita que fez à cidade no ano passado.
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