O programa “Farmácia Popular”, apesar do cunho social, não será restrito a pessoas de baixa renda. “Qualquer um que aparecer aqui poderá comprar o medicamento”, disse Fabrício Pedrosa, gerente da Drogafarma. “Não haverá nenhuma distinção”. O maior ganho para a empresa, acredita o gerente, deve ser para a imagem da drogaria, que oferece um serviço a mais.
Na rede Drogasil, uma das maiores do País, uma falha no sistema de informação entre a unidade de Franca e o Ministério da Saúde adiou a vigência do programa, que deveria acontecer ontem. “Estamos com tudo pronto, esperando para começar a vender”, disse a gerente Vanessa Silveira Santos, 24.
As farmácias credenciadas no Ministério da Saúde também atuarão como notificadoras, recebendo dos pacientes e repassando a autoridades médicas e sanitárias informações sobre a reação aos medicamentos. O fracionamento de medicamentos também foi aprovado.
A escolha dos remédios voltados, inicialmente, para a hipertensão e o diabetes tem explicação: o Brasil possui hoje 16,8 milhões de hipertensos com idade igual ou superior a 40 anos. As duas doenças estão entre as que mais matam no Brasil. No ano passado, 25,5 mil pessoas morreram por hipertensão no País, enquanto o diabetes matou 36,6 mil.
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