Franca das letras


| Tempo de leitura: 2 min
Lisiane Marques Editora-assistente do caderno Artes Assim como aconteceu ontem, o Espaço Cultural Pórtico será palco hoje, às 20 horas, para o lançamento de obras literárias assinadas por escritores francanos. Duas são de poesia: Compêndios: para enquanto a pureza não vier, primeiro livro do jovem poeta Alexandre Magno Jardim Pimenta, e Contraponto, da poetisa Regina Helena Bastianini. Do gênero de contos, vem O Poço e outras histórias, de Sônia Machiavelli Corrêa Neves. Em sua terceira obra publicada, Regina apresenta textos reflexivos sobre o tempo, a efemeridade das coisas, o amor, a morte e as contradições da vida, entre outras. “Escolhi o título Contraponto porque é a palavra que sintetiza a idéia central da obra, que é a harmonia dos opostos, dos diferentes”, explicou a poetisa, cuja maturidade literária se mostra bastante evidente neste trabalho, composto por 85 poemas escritos no final de 2003 e durante o ano passado. “Na verdade, essa maturidade literária veio muito da pessoal, que interfere na nossa visão de mundo”, explica Regina Bastianini. Sônia Machiavelli, no rol dos ficcionistas francanos, traz 16 contos, alguns deles já publicados no Comércio da Franca e outros inéditos. O que aparece no título do livro transfere o leitor para um ambiente seco, de miséria (dá até para ver o ar “amarronzado” de poeira), cujos traços de riqueza espiritual, de sensibilidade e esperança escondem um cenário triste, empobrecido. Como Regina Bastianini relembra as palavras de Alfredo Bosi na “orelha” de O Poço e outras histórias, “‘se o contista é um pescador de momentos singulares e explora no discurso ficcional uma hora intensa e aguda da percepção’, temos aqui uma contista plena”, diz, sobre Sônia. E é exatamente esse o sentimento de quem se aventura por seus contos. Quem estréia no mundo das letras é Alexandre Magno Jardim Pimenta, autor da antologia Compêndios: para enquanto a pureza não vier. Apesar de não ter seu trabalho conhecido pelo público em geral, o jovem poeta recusa-se a comentar sua obra. “Não tenho nada a falar sobre ele (o livro). Ele é que deve falar por mim”, limita-se a dizer. O Espaço Cultural Pórtico fica na Avenida Rio Branco, 711. Mais informações pelo 3721-2652.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários