Para quem tem peito e sabe o que quer


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Júlia Minicucci, cujos seios não são os da foto do alto da página, tem conhecimento de causa em relação ao implante de silicone
Júlia Minicucci, cujos seios não são os da foto do alto da página, tem conhecimento de causa em relação ao implante de silicone
Bruno Pessa especial para o Comércio Aumentar o tamanho dos seios ou diminuir a gordura corporal não é uma questão apenas de operação plástica. Por trás da cirurgia, existe uma pessoa buscando se sentir melhor e um especialista à procura da solução mais adaptada àquele caso. E para haver sucesso no procedimento, é fundamental decidir somente quando há certeza do que se quer. “A cirurgia é só o começo de uma série de cuidados que exigem disciplina”, diz Júlia Minicucci, 26, com conhecimento de causa. Há cinco anos, ela implantou 155 mililitros de silicone em cada mama e “lipoaspirou” 1 litro de gordura do corpo. “É preciso se tratar com massagens e manter o peso a qualquer custo, para evitar ondulações indesejadas. A pessoa não pode mais abandonar a estética”, afirma ela. Formada em Direito e proprietária de uma loja de presentes, Júlia posa para fotos desde os 15 anos. Se já era modelo, precisava operar? “A auto-estima é o que mais conta. Meu namorado na época não via necessidade na cirurgia, mas eu estava insatisfeita. Minha vida mudou e agora estou muito mais segura”, explica a jovem, deixando claro que cada caso é único. “Coloquei uma prótese pequena por causa do meu 1,60 metro. Tenho amiga que pôs 235 mililitros, peitão mesmo, mas se combina com ela, nada mais natural”, aponta Júlia, para quem, cada um deve buscar o corpo que pode ter. Opinião compartilhada pelo médico dela, com 25 anos de experiência no ramo. “A questão não é optar por aquele detalhe perfeito visto na revista, mas ver se o nariz é harmônico em relação ao rosto, observa Miguel Sabia Neto, que comanda um inédito mini-hospital de estética. Para o cirurgião, procurar bem-estar social modificando a aparência não é exagero, mas saúde. “Hoje em dia, as pessoas sofrem se não se enquadram ao meio social e à moda. Ter vaidade nada mais é do que enaltecer a própria beleza para se reintegrar socialmente”, justifica. Sabia Neto comprova o sucesso da transformação que não se restringe ao físico. “Após as cirurgias, o índice de satisfação dos jovens é altíssimo. A menina vem com um sorriso no rosto, cabelo e roupa diferentes, como se fosse outra pessoa”, diz o médico, satisfeito por propiciar tamanha realização na vida de uma pessoa, viável sempre que paciente e doutor estão conscientes do que fazem.

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