Bairros ganham melhorias após programa


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A difícil tarefa de atravessar de um bairro para o outro por meio de uma pinguela de madeira no Jardim Luiza, zona norte de Franca, foi um dos problemas apresentados pelo programa Fale Sem Medo durante visita à região em outubro do ano passado. Passados cinco meses, o local já conta com uma passarela implantada pela Secretaria de Urbanismo e Serviços Municipais e a população não sofre mais para chegar a seu destino. Exemplos como esse são comuns depois da passagem do estúdio itinerante da Difusora AM nos bairros. Na maioria das situações, os moradores ligam para a rádio e fazem questão de agradecer no ar a solução alcançada. Limpeza de terrenos e bocas-de-lobo, poda de árvores, varrição de praças, iluminação e mais segurança nas ruas sãos as principais conquistas obtidas após reclamações dos moradores nos microfones da emissora. Segundo Vander Cintra, funcionário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Capelinha), na Vila Aparecida, o programa fez com que a prefeitura providenciasse a limpeza na praça de frente à igreja que há tempos estava esquecida. “O espaço é muito grande e estava sujo; depois do programa a praça foi limpa e a população voltou a fazer caminhada no local”, disse. O Fale Sem Medo na Vila Aparecida ocorreu no dia 3 de março e na semana seguinte, houve a limpeza da área. Outra prova das mudanças provocadas pelo programa pode ser vista na Avenida Doutor Abrahão Brickmann, no Parque Vicente Leporace. À pedido dos moradores - que ameaçaram fechar a via, em outubro de 2005, quando a equipe da emissora esteve no local -, foi instalado no começo do ano um semáforo na região. As reclamações no caso referiam-se aos freqüentes acidentes, inclusive com mortes. Mais recentemente, uma escola abandonada na Vila Santa Luzia ganhou destino após denúncia de vandalismo no prédio. O local sediará uma cooperativa de farinha multimistura e pães. “Estou mais tranqüila, pois agora sei que agora não teremos mais problemas de destruição do bem público e de usuários de drogas nas dependências da escola”, disse a dona de casa Rosilene Cristina Coelho, moradora da Rua Raul Montes Torres.

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