O coordenador do programa de tuberculose em Franca, Renato Figueiredo, se orgulha em dizer que 95% dos que fazem o tratamento durante os seis meses se curam. Esse alto índice chamou a atenção da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que encaminhou um Certificado de Excelência ao Centro de Saúde da cidade. O certificado foi entregue em outubro do ano passado. De acordo com Figueiredo, o índice é considerado muito bom, pois 86% de cura já é aceito como ideal pela Secretaria Estadual de Saúde. “Nossa meta é atingir 100%. Estamos trabalhando para chegar lá”, disse.
A melhor forma para a cura é não interromper o tratamento. A tuberculose é contagiosa e transmitida principalmente pelo ar. Por isso, ao apresentar tosse por mais de 21 dias, assim como outros sintomas, é aconselhável procurar um médico. (Veja quadro nesta página). Dependendo da gravidade, o paciente precisa ser afastado do trabalho para evitar a disseminação do vírus. “Em alguns casos, o paciente deixa de sentir os sintomas após três semanas de tratamento com os medicamentos, mas não significa que ele esteja totalmente curado”, preveniu Figueiredo.
O principal órgão atingido pela tuberculose é o pulmão; por isso, os pacientes fumantes apresentam uma queda maior de resistência do organismo. O consumo de bebida alcoólica e drogas também acentua a gravidade da doença. “Aquela pessoa que se cura da tuberculose precisa levar uma vida mais saudável. Do contrário, corre o risco de ficar doente”, alertou o médico, ressaltando que o maior índice de contágio é entre os 15 e 60 anos. (leia artigo na página A-2)
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