Tuberculose preocupa em Franca


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O coordenador do programa de tuberculose em Franca, Renato Figueiredo, afirma que o tratamento dura seis meses e, se não for interrompido, cura pode chegar a 95%
O coordenador do programa de tuberculose em Franca, Renato Figueiredo, afirma que o tratamento dura seis meses e, se não for interrompido, cura pode chegar a 95%
Patrícia Paim da Redação Tosse crônica, febre diária, suor noturno. Esses são alguns dos sintomas da tuberculose. A doença, embora esteja sob controle, ainda preocupa as autoridades de saúde. No Dia Mundial da Tuberculose, comemorado hoje, o assunto será alvo de muita discussão, principalmente por conta do grande preconceito que ainda existente acerca da doença e da falta de informação por parte dos próprios tuberculosos. Atualmente, cem pacientes de Franca e região fazem o tratamento no Centro de Saúde localizado na região central de Franca. O coordenador do programa, Renato Figueiredo, disse que não haverá nenhuma atividade específica para lembrar a data, já que o trabalho de conscientização é feito permanentemente, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da cidade com distribuição de folhetos explicativos. Para que o tratamento seja mais eficiente, é aconselhável que o paciente tenha o acompanhamento diário de familiares, que, inclusive, devem verificar se o remédio foi ingerido. “A nossa intenção é evitar que ele abandone o tratamento no meio”, disse o pneumologista. Os pacientes precisam visitar o Centro de Saúde todos os meses. Paralelamente, é desenvolvido um trabalho de assistência social envolvendo os tuberculosos e os familiares. Além de receber o medicamento, 17 pacientes considerados de baixa renda recebem uma cesta básica por mês e passes de ônibus. Para manter o trabalho, a Secretaria Estadual de Saúde repassa R$ 9 mil para o município de Franca. CONSCIENTIZAÇÃO Apesar do trabalho desenvolvido nas UBSs, grande parte da população desconhece os cuidados necessários para evitar a doença. Para reverter esse quadro, a assistente social Maria Dolores Ferreira Molina coordenará um trabalho para preparar os agentes de saúde, que trabalham no combate ao mosquito da dengue (Aedes aegypti), para também orientarem a população sobre a tuberculose. “Isso é o que chamamos de busca ativa. Desta forma podemos saber se há mais doentes na cidade”.

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