Apare se torna de utilidade pública: presidente quer um CR


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Um projeto do deputado estadual Gilson de Souza (PFL) deixou Franca mais próxima de ter um Centro de Ressocialização (CR). Foi aprovado na sessão de terça-feira da Assembléia Legislativa o reconhecimento da Apare (Associação de Proteção e Amparo ao Reeducando e Egresso) de Franca como entidade de utilidade pública. Com isso, a instituição poderá firmar parcerias com o Estado. Segundo o presidente Alexandre César Lima Diniz, esse é o primeiro passo para uma ampla discussão sobre a possibilidade de transformar a cadeia do Jardim Guanabara em um CR. A idéia é atender inicialmente 120 presos, em regime aberto e semi-aberto, Posteriormente, esse número poderia chegar a 210. Atualmente, a Apare possibilita que 15 detentos do Guanabara trabalhem em troca da diminuição da pena. Para cada três dias trabalhados, um é descontado da sentença definida pelo juiz. “Queremos organizar um evento que tenha nossos deputados, autoridades civis e policiais, entre outros, para discutir a viabilidade e o interesse da proposta”, disse ontem Diniz. Se a idéia prevalecer, um projeto será encaminhado à Secretaria de Segurança Pública. Aprovado o projeto, a instituição passaria a receber verba estadual para gerir o programa. Para ele, essa oportunidade dada aos condenados de cumprir sua pena em regime diferenciado é uma necessidade. “Muitos só adquirem uma profissão depois que passam pela Apare”, declarou. Diniz reconheceu, no entanto, que primeiro o CDP (Centro de Detenção Provisória) deve ser construído. “Só aí poderemos pensar nisso”, disse Diniz, advogado e presidente da Apare desde 2002.

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