A concessionária Autovias afirmou, através de nota enviada ontem à redação do Comércio, desconhecer qualquer irregularidade na contratação e pagamento da mão-de-obra empregada na manutenção das rodovias sob a sua responsabilidade. Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a empresa teria realizado todos os pagamentos à empreiteira contratada para fazer o serviço. A firma terceirizada pela concessionária estaria localizada em São Carlos, embora seu nome não tenha sido informado pelo assessor Fernando Bueno. Ainda segundo a nota da Autovias, as eventuais irregularidades no pagamento dos trabalhadores serão sanadas.
Para o Itesp, não há nada de irregular no trabalho prestado pelos trabalhadores sem-terra da Fazenda Boa Sorte. Segundo funcionários do Departamento Jurídico do órgão, em São Paulo, assentados não são proibidos pela legislação do Estado de São Paulo de trabalhar para empresas particulares.
A ressalva, no entanto, fica por conta do comprometimento com o lote. “Desde que o titular não abandone a sua área, não há impedimentos legais”, disse um assessor do Itesp consultado pelo jornal.
SINDICÂNCIA
No dia 28, o instituto retoma os depoimentos de parte das 18 famílias acusadas de vender ilegalmente madeira de extração no assentamento de Restinga. Segundo o Itesp, foram desviados mais de R$ 500 mil em madeira vendida ilegalmente.
Para os advogados das famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e ao MLST (Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem-Terra), cujas ideologias se diferem, está havendo terrorismo por parte do Itesp, que ameaça os envolvidos com multas e o cancelamento dos títulos de assentamento.
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