Comerciante denuncia seqüestro e roubo de caminhonete. Será?


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A princípio, o relato é assustador e preocupante. O comerciante JCS, 40, procura a polícia e afirma ter sofrido um seqüestro-relâmpago e passado nove horas amarrado. Segundo a versão da vítima, após torturas psicológicas, os criminosos fugiram levando sua caminhonete. A polícia, contudo, não descarta a possibilidade de um crime bem diferente. A história teve início às 20 horas de terça-feira. O comerciante disse que estava com sua Mitsubishi L200 diante de um posto de combustíveis, na saída de Franca para Cristais Paulista, quando foi rendido por três homens armados. “Fui amarrado pelas mãos e pés e jogado de bruços no banco traseiro. Pediram para eu não me mexer, caso contrário, iriam me matar”, disse ontem ao Comércio. Após rendê-lo, os marginais seguiram para um cafezal entre Patrocínio Paulista e Itirapuã, onde o amarraram nas plantas. Enquanto era vigiado por três bandidos, outros marginais fugiram com a caminhonete. O comerciante disse que foi ameaçado e pensou que fosse morrer. “Eles perguntavam: será que ele sabe nadar? Pensei que fossem me jogar no rio. Daí, já era. Eu estava amarrado e morreria. Cheguei a fazer xixi na calça de medo”, contou, antes, ao repórter Alexandre Silva, da rádio Difusora. As ameaças não se concretiram. Passado o pior, os criminosos foram embora em um Santana e em um Gol e deixaram a vítima presa no cafezal. Por volta das 4 horas, o comerciante conseguiu se soltar e foi até um posto de combustíveis, onde pediu socorro. O caso foi registrado no Plantão Policial e é apurado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Uma denúncia feita à DIG, cujo teor não foi divulgado, fez os policiais considerarem que tudo seja uma farsa. “Também checamos a hipótese de ter ocorrido outro crime. As investigações estão bem adiantadas e poderemos ter novidades em breve. Amanhã (hoje), conversaremos com uma testemunha e com a vítima para tentar esclarecer o caso”, disse o investigador Wellington Amato.

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