Os servidores da Justiça do Trabalho de Franca paralisaram seus trabalhos nesta quarta-feira. O movimento faz parte de uma manifestação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª região e ganhou adesão de boa parte das cidades sob seu comando. Em Franca, pelo menos 70% dos funcionários públicos pararam, permanecendo em trabalho apenas os estagiários. Com a paralisação, ficam suspensos os atendimentos no balcão para protocolo de ações, vencimentos de prazos e pagamentos. Os processos também ficam parados. A organização não soube informar qual o prejuízo da greve para a população.
De acordo com a representante dos grevistas de Franca, Sandra Roberta Lopes Sanches, aderiram à greve os técnicos e analistas judiciários e oficiais de justiça. As audiências não foram prejudicadas, pois os dois juízes, das 1ª e 2ª Varas, não integram o grupo. Segundo Sandra, a manifestação pretende sensibilizar o vice-presidente no exercício da presidência do Tribunal, Antônio Miguel Pereira, sobre cláusulas sociais trabalhistas com as quais os servidores não concordam. “Estão tratando questões trabalhistas com arbitrariedade, aumentando horas de trabalho, por exemplo, sem consultar a categoria”.
A paralisação, que vinha acontecendo em outras cidades, já surtiu efeito. Ontem, a presidência do TRT da 15ª Região convocou uma assembléia para hoje, às 14 horas. Se houver acordo, a greve pode terminar amanhã.
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