Tudo pela estabilidade


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Rosângela Otoni Richel, 22, estudante de Publicidade e Propaganda prestou o concurso da prefeitura para telefonista: estabilidade é a maior preocupação
Rosângela Otoni Richel, 22, estudante de Publicidade e Propaganda prestou o concurso da prefeitura para telefonista: estabilidade é a maior preocupação
Lisiane Marques Editora-assistente do caderno Artes Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, encontrar emprego não é tarefa fácil. Se for um bom emprego, mais difícil ainda. Na área em que se estudou, nem se fala. Para quem acabou de sair da faculdade ou está nos últimos anos do curso e tem pouca experiência, as dificuldades são ainda maiores. São muitas as pessoas com formação universitária que trabalham (e dão graças a Deus por pelo menos estarem empregadas) em setores completamente diferentes daqueles que estudaram. Para muitos, passar em um concurso público é o sonho do emprego fixo, estável e, muitas vezes, repleto de benefícios que, infelizmente, muitas empresas ainda não oferecem como vales-transporte e alimentação, por exemplo. O último concurso realizado pela Prefeitura de Franca, em fevereiro, foi disputadíssimo. Foram cerca de 25.279 inscritos concorrendo a apenas 607 vagas nas mais diversas áreas (69 cargos). Nem a administração nem o Ibam, instituto que organizou o concurso, têm controle sobre o número de jovens que fizeram a prova, mas sabe-se que a quantidade é expressiva. Entre os milhares de estudantes que prestaram o concurso está Rosângela Otoni Richel, 22. Ela cursa o último ano de Publicidade e Propaganda no Uni-Facef e vislumbrou a possibilidade de contar com um trabalho garantido. “Estou terminando a faculdade. Desde que comecei o curso, na minha área, só consegui fazer estágio. Em Franca é muito difícil trabalho como publicitário”, disse a universitária. No concurso da prefeitura, tentou uma vaga como telefonista. “Além de já ter prática na atividade, me identifico mais com esse setor”, disse Rosângela, que trabalha na secretaria do Uni-Facef. Outro fator que chamou sua atenção foi o salário. “Era pouco mais que o dobro do que se consegue sendo estagiário”. Apesar do esforço, ela não conseguiu ser uma das detentoras das cinco vagas disponíveis. Mas Rosângela não desiste de conquistar um emprego com estabilidade. Agora, ela espera o resultado do concurso da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca). Na empresa, ela prestou o concurso para o cargo de escriturária. “Como sei que será difícil conseguir trabalhar com publicidade e propaganda, quero um emprego com estabilidade”, disse. NO MESMO BARCO Quem também não obteve êxito no concurso da prefeitura foi a estudante de publicidade Tiara Cristina Reatto, 18. “Achei que o cargo de telefonista seria mais fácil, menos disputado, por isso prestei o concurso”. Tiara se enganou. Foram abertas apenas cinco vagas. No total, 2.518 pessoas disputaram o cargo. “Claro que não iria querer ser telefonista para o resto da vida, afinal, não estou estudando para ser subaproveitada. Mas poderia prestar outro concurso para trabalhar na própria Prefeitura”, disse como quem sabe que a procura está só começando.

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