Nelise Luques
da Redação
Há um mês Sandra Gonçalves, 29, acolheu a irmã e o sobrinho de 2 anos na casa que divide com o marido e os quatro filhos - entre dez meses e 12 anos de idade. O complicador é o espaço que dividem e as condições do local. São três cômodos feitos de madeira em um terreno da prefeitura, sem energia elétrica, com fossa e na dependência de água retirada de uma mina e esquentada em lata para os banhos. Faz dois anos que a família ocupa o imóvel de 30 metros quadrados. Há oito meses aguardam ver cumprida a promessa da prefeitura de construir a casa própria.
Em junho de 2005, após o Comércio publicar um Tema do Dia com as histórias de pessoas que viviam em condições subumanas, a Prohab resolveu fazer um levantamento oficial destas pessoas. Ao todo, foram encontradas cem famílias, inclusive a de Sandra, que viveram a expectativa de apoio para construírem um lar.
Em julho, a prefeitura fez um convênio para a ONG Habitat para a Humanidade financiar a construção de, num primeiro momento, 32 imóveis em terreno público no Jardim Santa Bárbara. Mas, passaram-se oito meses do anúncio da parceria e nada. As únicas ações oficiais sobre o assunto foram a aprovação pela Câmara de Vereadores, em outubro, para a doação do terreno e a publicação nos jornais de um edital, no mesmo mês, com os nomes dos contemplados com as unidades habitacionais. Algumas previsões apontaram que as obras começariam em novembro e fevereiro, mas devem ficar para depois de maio.
Uma das justificativas para a demora é a falta da CND (Certidão Negativa de Débito). A prefeitura conseguiu o documento nos últimos dias e só agora, de posse dele, poderá transferir as escrituras dos lotes no Santa Bárbara para a ONG Habitat. A nova promessa de Vanderlei Tristão, presidente da Prohab, é fazê-lo nos próximos dias, com agilidade. “Dependemos da escritura no nome da organização para começar a construção”, disse Luiz.
Outros projetos contemplarão os demais moradores que compõem a lista dos cem consultados pela prefeitura no ano passado. Um deles é resultado de um convênio com a CDHU, que também estava na dependência da CND. O município doou lotes também no Santa Bárbara e a CDHU financiará o material.
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