Família sonha trocar cômodos de madeira por casa própria


| Tempo de leitura: 1 min
A auxiliar de limpeza Ana Cristina Cordeiro Xavier, 24, será uma das contempladas com uma das 32 casas financiadas pela ONG Habitat. Desde que soube da notícia, está ansiosa e vive a expectativa de “ter um quarto e um cantinho para morar com a família”. Ela, o marido, o filho Flávio, 4, e a filha Mikaelly, 2, vivem em um barraco feito de madeira, lata e telha de amianto em um terreno da prefeitura no Jardim Lima há sete anos. Nos últimos meses, a situação dos moradores melhorou, mas ainda está aquém do sonhado. Depois de passar cerca de cinco anos desempregada, Ana Cristina conseguiu um emprego. Com o salário, melhorou a alimentação das crianças. “Agora comemos carnes e frutas”. Com a economia de cinco meses, comprou placas de madeira para ampliar sua casa. Até o mês passado, os quatro familiares viviam em um único cômodo, transformado em quarto e cozinha com um colchão de casal, mesa, geladeira, pia e fogão. Agora, foi construído mais um cômodo. “Estamos melhor acomodados, mas não deixo de sonhar e procurar a ONG Habitat quase toda semana para saber da nossa casa própria”, disse ela. “Trabalho aos sábados, mas farei questão de sair do serviço e trabalhar na construção”. A Secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Maria Ignez Archetti, disse que as famílias carentes foram consultadas e enquadradas em programas de bolsas. Ana Cristina e Sandra Regina Gonçalves (texto ao lado) disseram não receber benefícios do governo. “Não recebi visita da prefeitura para saber se eu precisava de alguma coisa. Ouvi falar do Bolsa Família, mas não recebo nada”, disse Ana.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários