Novo lar reacende esperança de casal com 9 filhos


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O pedreiro Sérgio Barbosa, sua mulher Marta e três de seus nove filhos posam para foto no terreno que ganharam ontem: agora falta construir a casa
O pedreiro Sérgio Barbosa, sua mulher Marta e três de seus nove filhos posam para foto no terreno que ganharam ontem: agora falta construir a casa
Nelise Luques da Redação Os olhares preocupados do pedreiro Sérgio Barbosa, 38, de sua mulher, Marta Barbosa, 38, e dos nove filhos - entre 3 e 17 anos - ganharam um brilho especial. Depois de passar noites sem saber onde dormiriam por terem sido despejados, ontem eles ganharam uma casa. “Agora estamos sossegados. Não tem mais onde pôr felicidade dentro da gente”, comemorou Sérgio. Duas amigas se sensibilizaram com a situação das crianças após lerem a matéria veiculada pelo Comércio que retratou a história da família e resolveram agir. “Não podemos ler uma história como a dessa família e ficar quietos. Ficamos muito comovidas ao saber que estavam vivendo amontoados, como bichos. Isso é um absurdo e alguém tem que fazer alguma coisa”, disse a voluntária Rosinha Leonel. POR ETAPAS O primeiro passo foi a remoção da família com os poucos móveis para um barracão na Vila Monteiro; o segundo, a compra de um terreno no Jardim Cambuí, de R$ 7 mil. Elas conseguiram um caminhão para transportar os pertences de Sérgio, as crianças e a cachorra Domênica e outro cachorrinho. Agora, pedem doações de cimento, tijolos, madeira, ferragens e mão-de-obra para iniciarem a construção da casa. O imóvel deverá ter no mínimo seis cômodos, com três quartos, sala, cozinha e banheiro. “Queremos começar a construção o mais rápido possível para abrigá-los no próximo mês. Também precisamos de beliches e colchões para o casal e os nove filhos”, disse Rosinha. Ao saber que teria de desocupar o terreno no Residencial São Domingos, Sérgio começou a desmanchar os cinco cômodos que tinha construído para reaproveitar os tijolos. Por isso, a família dormiu no mesmo espaço durante toda a semana passada. “Agora, já tenho onde usar o material das paredes que derrubei”, garante o pedreiro. HISTÓRIA O casal comprou um terreno no Residencial São Domingos, mas não conseguiu pagar a dívida e recebeu ordem judicial para desocupar o lugar até ontem, 20 de março. O Comércio da Franca e a rádio Difusora estiveram lá e veicularam reportagens na sexta-feira e sábado, para contar que os 11 moradores estavam dormindo em um cômodo de apenas dez metros quadrados e que dividiam tal espaço com uma geladeira e um sofá de dois lugares. A história mobilizou muitas pessoas que levaram à família cestas básicas, roupas e um novo lar. Agora, todos estão em contagem regressiva para se mudarem para a casa própria. SERVIÇOS Os donativos devem ser encaminhados para a Rua Cósimo Traficante, número 397, na Vila Monteiro.

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