Mambrini faz acordo com promotor


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O promotor Paulo Borges colheu a assinatura de Marcelo Mambrini, que prometeu se ajustar às determinações
O promotor Paulo Borges colheu a assinatura de Marcelo Mambrini, que prometeu se ajustar às determinações
O presidente da Câmara de Franca, Marcelo Mambrini (PMN), está, temporariamente, livre de qualquer sanção judicial por ter contratado uma recepcionista e um monitor de informática utilizando dois cargos de assessores parlamentares. Ele também comprometeu-se a não utilizar o carro oficial para fins particulares, outra denúncia que veio à tona nos últimos dias. A audiência a portas fechadas com o promotor Paulo Borges durou duas horas e meia. Por volta das 17h20, Mambrini deixou a promotoria aparentando irritação e sem falar com a imprensa. O vereador, acompanhado apenas pelo diretor da Câmara, Afonso Souza Filho, dispensou advogado. Segundo Borges, Mambrini assinou um termo de compromisso e ajustamento mediante o qual se compromete a não usar os veículos da Câmara em atividades particulares. O promotor excluiu a possibilidade de dolo do vereador na visita feita à mãe deste, que mora em Restinga, usando o carro oficial. O principal assunto da audiência, no entanto, foram as recentes contratações de dois assessores parlamentares feitas pelo presidente da Câmara para ocupar os cargos de recepcionista e monitor de informática. O cargo de assessor não tem função definida em lei, o que abre uma brecha de legalidade para as contratações. Paulo Borges determinou que isto seja corrigido até o final do ano, através de resolução específica, que deverá ser apresentada em 60 dias. Mambrini também deverá extinguir quatro cargos de assessores, que hoje estão em aberto, remanescentes do período em que a Câmara abrigava 21 vereadores. Hoje, o Legislativo, com 15 vereadores, deveria ter 17 assessores (um para cada parlamentar, outro para a presidência e mais um para a mesa diretora, que não estavam ocupadas). Como Marcelo Valim (PSDB) abriu mão de seu direito, restaram três vagas, duas das quais, preenchidas pelos assessores contratados por Mambrini. A 17ª vaga não será preenchida enquanto a lei com as funções do cargo não for votada na Câmara.

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