Desta vez não teve ‘marmelada’ e Massa chegou na frente de Schumacher; Fisichella venceu e Alonso foi 2º


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Cláudio Amaral Todos os brasileiros que estavam na frente da televisão, na madrugada deste domingo, temeram que a “marmelada” se repetisse, mas a Ferrari não quis correr o risco de ser criticada mundo afora e permitiu que Felipe Massa (Brasil) e Michael Schumacher decidissem na pista quem era o melhor. E o melhor foi o jovem e promissor Massinha, que cruzou a linha de chegada em quinto lugar, na frente do veterano Schummy, o sexto. Foi o reconhecimento do mérito de Massa, que largou na última fila, em 21º lugar, à frente apenas de Ralf Schumacher (Toyota). E assim ele marcou os primeiros quatro pontos do ano e mostrou que não é sempre que os pilotos do Brasil vão às pistas de Fórmula 1 só para comer poeira, como aconteceu no primeiro GP do ano, há uma semana, no Bahrein, onde Massa chegou em nono e Barrichello (Honda) em 15º. Até porque Rubinho fez bem melhor do que na prova anterior, chegando, desta vez, em 10º, após ter largado em 20º. E teria largado melhor se a Honda não fosse obrigada a trocar o motor do carro dele (número 11) e chegado mais à frente se não tivesse ultrapassado o limite de velocidade na pista dos boxes e, por conseqüência, sofrido uma punição de dez segundos. Após a prova, Massinha disse que correu com “muito juízo e muita sorte”. Tanta sorte que a gasolina acabou logo após a bandeirada. Disse também que a quinta colocação o “motiva mais ainda para as próximas provas”. Fisichella, o vencedor Brasileiros à parte, o italiano Giancarlo Fisichella mostrou que o espanhol Fernando Alonso, campeão em 2005 e vencedor no Bahrein, não é o único bom piloto da Renault. E só não venceu o GP da Malásia de ponta a ponta porque ficou algumas poucas voltas atrás de Alonso e do inglês Jenson Button (Honda) logo após as duas paradas que fez para troca de pneus e reabastecimento. Ele fez uma corrida perfeita, mostrando que aos 33 anos ainda tem condições de disputar o título da temporada. Foi a terceira vitória dele na F-1 e a primeira dobradinha da Renault O calor ajudou. Os termômetros marcaram 33 graus centígrados no ambiente geral do GP da Malásia e 38 na pista. Em conseqüência, apenas dois motores estouraram: os dos carros de Niko Rosberg na quarta volta e de Mark Webber na 16ª. A próxima corrida será no dia 2 de abril, em Melbourne, na Austrália. Posições finais do GP da Malásia 1) Giancarlo Fisichella (Itália/Renault/M), 56 voltas 2) Fernando Alonso (Espanha/Renault/M), a 4s5 3) Jenson Button (Inglaterra/Honda/M), a 9s6 4) Juan Pablo Montoya (Colômbia/McLaren-Mercedes/M), a 39s3 5) Felipe Massa (Brasil/Ferrari/B), a 43s2 6) Michael Schumacher (Alemanha/Ferrari/B), a 43s8 7) Jacques Villeneuve (Canadá/BMW Sauber/M), a 1min20s4 8) Ralf Schumacher (Alemanha/Toyota/B), a 1min21s2 9) Jarno Trulli (Itália/Toyota/B), a 1 volta 10) Rubens Barrichello (Brasil/Honda/B), a 1 volta 11) Vitantonio Liuzzi (Itália/Toro Rosso-Cosworth/M), a 2 voltas 12) Christijan Albers (Holanda/MF1-Toyota/B), a 2 voltas 13) Tiago Monteiro (Portugal/MF1-Toyota/B), a 2 voltas 14) Takuma Sato (Japão/Super Aguri-Honda/B), a 3 voltas Os oito competidores que não completaram a prova foram: Nick Heidfeld (Alemanha/BMW Sauber), quebra, a 8 voltas; Scott Speed (Estados Unidos/Toro Rosso), abandono, a 15 voltas; Yuji Ide (Japão/Super Aguri), abandono, a 23 voltas; Christian Klien (Austrália/Red Bull), abandono, a 30 voltas; Mark Webber (Austrália/Williams), quebra, a 41 voltas; David Coulthard (Escócia/Red Bull), abandono, a 46 voltas; Nico Rosberg (Alemanha/Williams), quebra, a 50 voltas; Kimi Raikkonen (Finlândia/McLaren), quebra na primeira volta. Classificação após duas provas 1º) Fernando Alonso com 18 pontos 2º) Michael Schumacher com 11 3º) Jenson Button com 11 4º) Giancarlo Fisichella com 10 5º) Juan Pablo Montoya com 9 6º) Kimi Raikkonen com 6 7º) Felipe Massa com 4 8º) Mark Webber com 3 9º) Niko Rosberg com 2 10º) Jacques Villeneuve com 2 Entre as equipes, a Renault é a primeira com 28 pontos, a McLaren tem 15, a Ferrari 15, a Honda 11, a Williams 5, a BMW/Sauber 2, a Toyota 1 e a Red Bull 1. CLÁUDIO AMARAL é jornalista há 38 anos, trabalhou no Estadão, no Correio Braziliense, no Grupo Folha de S.Paulo, no Jornal do Brasil, na Imprensa Oficial do Estado e é editor no Comércio da Franca

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