Reaparelhada, Emim torna-se referência no ensino musical


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Tafnes Daiane Queiroz Silva aprende a tocar flauta doce na Emim
Tafnes Daiane Queiroz Silva aprende a tocar flauta doce na Emim
A diretora Márcia Kuri lembra até hoje do primeiro dia de aulas na Emim, em 19 de março de 1996. Havia poucos alunos. Os instrumentos se resumiam a um teclado, um violão e duas flautas doces. Mas a escola cresceu e tornou-se referência no ensino musical em Franca. Márcia conta que, nesse período, além de incentivos da prefeitura, a escola recebeu doações de pais de alunos, da Guarda Mirim e também do Consulado Alemão. Quem estuda hoje na Emim conta com oito violões e seis teclados. Há ainda uma variedade de instrumentos, todos de origem indígena e africana, que mostram a riqueza da cultura brasileira. Entre eles estão o xiquerê, instrumento africano que produz um som parecido com o de chocalho; a zabumba, que, no Nordeste, é bastante usada no baião e no maracatu; além de xilofones e atabaques. Segundo a diretora, a proposta da escola não é apenas ensinar os alunos a tocar instrumentos e fornecer-lhes noções básicas de arte musical. Estudam também a história da música. No mural da sala de aula, imagens dos primeiros objetos que produziam som criados pelo homem. Lira, flauta dos hebreus, flauta vertical egípcia, congo e tambores antigos remetem para esse conhecimento histórico. Além disso, todos os anos a obra de um artista é estudada. Neste ano, o escolhido foi o cantor e compositor Milton Nascimento. Por isso, além da Asa Branca, a outra canção que estão entre as mais ouvidas por quem passa pelas salas de aula da Emim é Peixe Vivo, música de abertura da minissérie JK, da Rede Globo, de autoria de Milton Nascimento. “Optamos pelo Milton por ser de Minas Gerais que está pertinho de nós”, diz. DISPUTA Ingressar na Emim ficou concorrido nos últimos anos. O processo de seleção é realizado uma vez por ano, sempre em fevereiro. Em média, são cerca de 200 candidatos que disputam as 80 vagas oferecidas. “Mas a seleção é democrática”, garante Márcia. “Marcamos uma data para a realização de um sorteio público, no qual todos os interessados devem comparecer”. Gratuito, o curso tem duração de três anos e meio. As aulas de cada turma acontecem uma vez por semana, com tempo de uma hora. O momento mais esperado do ano é a formatura. Em vez de um cerimônia formal, a turma faz um show. Apresentam repertório e ritmos variados. Além disso, todos recebem um certificado.

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