O médico veterinário Alexandre Ferreira, 36, não lembra em nada profissionais de sua função. Seu negócio, até sexta-feira passada, era usar botas e sair a campo para encontrar roedores, carrapatos e capturar morcegos em cavernas. Corintiano dos bons e apaixonado por fotografia, deverá ter que abrir mão de tudo isso para tentar colocar ordem no setor que é o calcanhar-de-aquiles das últimas administrações da cidade, inclusive a atual.
Comércio da Franca - Já tem em mente alguma medida mais urgente e a médio prazo?
Alexandre Ferreira - Precisamos criar novas metodologias de trabalho para superar falhas existentes; fazer com que as unidades resolvam os problemas dos pacientes, sejam eficientes. Espero chegar ao fim do governo com a saúde pública melhor.
Comércio - De que forma isso poderia acontecer se não aconteceu até agora?
Ferreira - Encontrando soluções, fazendo economia e buscando dinheiro.
Comércio - Como se dará daqui para frente a conflituosa relação com a Santa Casa de Franca?
Ferreira - A situação é complicada para nós e para a Santa Casa. Precisamos conversar, porque não temos hospital público em Franca e não temos de onde comprar serviços de saúde. Dependemos um do outro.
Comércio - O que esperar em relação à apuração de irregularidades administrativas do seu pessoal?
Ferreira - Nosso trabalho será preto no branco. Não haverá contemplação com irregularidades cometidas dentro da secretaria. Quero respeito pelas pessoas que procurarem as unidades. Elas não estão atrás do serviço público porque querem. Quero também respeito pelo dinheiro que vamos gerir.
Comércio - Haverá mudanças no quadro de pessoal?
Ferreira - Não haverá caça às bruxas. Chamarei os cargos comissionados para conversar. Quem se enquadrar na metodologia que eu espero ver cumprida, será bem-vindo. Quem não, se excluirá com o tempo.
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